Lembrai-vos

Lembrai-vos
Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amen.
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15 Oct 2014

O homem que perdeu a cabeça por amor a Jesus

Dos muitos mártires que a fé em Cristo já gerou ao longo dos séculos, em todos os cantos da terra, a Igreja celebra, hoje, a memória de São Dinis de Paris, bispo e padroeiro da França. Conheça a história do santo que, depois de ter sua cabeça decepada, ainda caminhou seis quilômetros com ela nas mãos, pregando o Evangelho.

Dos muitos mártires que a fé em Cristo já gerou ao longo dos séculos, em todos os cantos da terra, a Igreja celebra, hoje, a memória de São Dinis de Paris, bispo e padroeiro da França.

São Dinis – que também se pode chamar de “Dionísio” – foi morto em meados do século III, durante o curto reinado do imperador romano Décio. Os dois anos em que ficou à frente do Império foram suficientes para que sua crueldade fosse comparada à do terrível Nero. Em pouco tempo, ele fez incontáveis vítimas no meio do clero e entre os próprios fiéis, elevando à honra dos altares nomes como Santa Ágata, São Saturnino e o próprio Papa Fabiano.

Sta. Teresa de Ávila

Sta. Teresa de Ávila, memória (15/Outubro)

Mulher  de inteligência excepcional e talentosa. Aos 20 anos de idade precisou fugir de casa. Diz ela que somente aos 39 anos se converteu verdadeiramente a fé.  Entrou em um convento de carmelitas, em Ávila, e foi convidada pelo papa para  reformar diversos mosteiros tanto masculinos como femininos, colocando-os no caminho da reforma do Concílio de Trento. Sofreu muito por isso mas fortaleceu-se na fé. É a fundadora de  uma espiritualidade que de um modo muito particular levou tantas pessoas a santidade de vida. Foi proclamada doutora da Igreja, isto significa que em seus escritos não se encontra absolutamente nenhum erro ou desequilíbrio.

23 Jan 2013

Santo do dia - 23 de janeiro





23 de janeiro

Santo Ildefonso
Segundo os escritos foi por intercessão de Nossa Senhora, a pedido de seus pais, que Ildefonso nasceu. Assim, o culto mariano tomou grande parte de sua vida religiosa, ponteada por aparições e outras experiências de religiosidade. 

Ildefonso veio ao mundo no dia 08 de dezembro de 607, em Toledo, na Espanha. De família real, que resistiu aos romanos, mas, que se renderam politicamente aos visigodos, foi preparado muito bem para o futuro. Estudou com Santo Isidoro em Sevilha. Depois de fugir para o mosteiro de São Damião nos arredores de Toledo, Ildefonso conseguiu dos pais aprovação para se tornar monge, o que aconteceu no mosteiro próximo de sua cidade natal. 

22 Jan 2013

Santo do Dia - 22 de Janeiro / São Vicente


Nasceu na Espanha, no século terceiro. Um santo muito amado e citado por muitos outros santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja.

Vicente viveu num período muito difícil da Igreja, quando Diocleciano e Maximiano começaram a perseguir os cristãos e forçar muitos a se declararem a favor dos deuses; caso contrário, seriam martirizados.

Ele era um grande pregador da Palavra e mesmo diante das ameaças do governador Darciano, ele não recusou a se dizer cristão e seguidor de Jesus.

Os tormentos o perseguiram. Foi um martírio lento, até mesmo chegou a ser levado à grelha, tendo seu corpo dilacerado, jogado numa prisão e, por fim, Darciano deixou-o num leito pedindo que cuidassem dele. Ali, sim, ele foi visitado por outros cristãos e entregou-se a Deus.

É padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e também da diocese de Faro.

21 Jan 2013

21 de janeiro - Santa Inês



Santa Inês, rogai por nós.

Santa Inês (Roma, 281 - Roma 304) é uma Virgem Mártir, venerada como Santa pela Igreja Católica Apostólica Romana e por outras denominações cristãs. É a padroeira da castidade, dos jardineiros, moças, noivos, vítimas de violação e virgens. Sua memória litúrgica se dá em 21 de Janeiro.

***
Vida

Viveu em Roma, onde foi martirizada em 317. Nobre, descendia da poderosa família Cláudia e desde pequena foi educada pelos pais na fé cristã. Cresceu virtuosa e decidiu consagrar sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana, desejosos de seu amor.

9 Oct 2011

Santa Joana de Chantal, comparável à Mulher forte da Sagrada Escritura



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A cofundadora da Ordem da Visitação, modelo de esposa e mãe, desligou-se da família para tornar-se, em meio a grandes provações, exemplo de santidade na vida religiosa
Por Plinio Maria Solimeo
No século XVI, a heresia protestante devorara como um câncer quase toda a Alemanha.
Lançando metástases pela Europa, penetrou tão perigosamente na França, que em breve seu poderio foi o de um Estado dentro do Estado.
Aproveitando-se da fraqueza e omissão da dinastia francesa dos Valois, dirigida efetivamente pela inescrupulosa Catarina de Medicis, e do apoio de membros da mais alta nobreza, seduzidos pela nova heresia, esta ameaçava a própria existência da única e verdadeira religião, a Católica.
Diante do perigo, os católicos, liderados pela família dos duques de Guise, formaram uma Liga Santa para a defesa de sua Religião. Dissolvida por Henrique III, a referida Liga renasceu em 1587, quando o Tratado de Beaulieu favoreceu demasiadamente os huguenotes, como eram chamados os protestantes na França.

23 Jul 2010

Santa Brigida


"Meus inimigos são como os mais selvagens animais, que nunca podem estar satisfeitos nem permanecer em calma. Seu coração está tão vazio de meu amor que o pensamento da minha paixão nunca os penetra. Nem sequer uma vez, desde o mais íntimo de seu coração, tem saído uma palavra como esta: ”Senhor, tu nos redimistes, louvado sejas por tua amarga paixão!” Como pode viver o meu Espírito em pessoas que não sentem o divino amor por mim, pessoas que estão desejando trair a outros para conseguir seu próprio benefício?"  (Leia na íntegra...) clicar acima...

8 Jul 2010

O sonho das duas colunas de Don Bosco e La Salette

Em 26 de maio de 1862 São João Bosco tinha prometido a seus jovens que lhes narraria algo muito agradável nos últimos dias do mês. Em 30 de maio, pois, de noite contou-lhes uma parábola ou sonho segundo ele quis denominá-la.

Eis aqui suas palavras:
“Quero-lhes contar um sonho. É certo que o que sonha não raciocina; contudo, eu que contaria a Vós até meus pecados se não temesse que saíssem fugindo assusta”dos, ou que caísse a casa, este o vou contar para seu bem espiritual. Este sonho o tive faz alguns dias.


“Figurem-se que estão comigo junto à praia, ou melhor, sobre um escolho isolado, do qual não vêem mais terra que a que têm debaixo dos pés. Em toda aquela vasta superfície líquida via-se uma multidão incontável de naves dispostas em ordem de batalha, cujas proas terminavam em um afiado esporão de ferro em forma de lança que fere e transpassa todo aquilo contra o qual arremete. Estas naves estão armadas de canhões, carregadas de fuzis e de armas de diferentes classes; de material incendiário e também de livros, e dirigem-se contra outra nave muito maior e mais alta, tentando cravar-lhe o esporão, incendiá-la ou ao menos fazer-lhe o maior dano possível.


“A esta majestosa nave, provida de tudo, fazem escolta numerosas navezinhas que dela recebiam as ordens, realizando as oportunas manobras para defender-se da frota inimiga. O vento lhes era adverso e a agitação do mar parece favorecer aos inimigos.

“Em meio da imensidão do mar levantam-se, sobre as ondas, duas robustas colunas, muito altas, pouco distantes a uma da outra. Sobre uma delas está a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés vê-se um amplo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum. (Auxilio dos Cristãos)

“Sobre a outra coluna, que é muito mais alta e mais grossa, há uma Hóstia de tamanho proporcionado ao pedestal e debaixo dela outro cartaz com estas palavras: Salus credentium. (Salvação dos crentes)
“O comandante supremo da nave maior, que é o Romano Pontífice, ao perceber o furor dos inimigos e a situação difícil em que se encontram seus fieis, pensa em convocar a seu redor aos pilotos das naves ajudantes para celebrar conselho e decidir a conduta a seguir. Todos os pilotos sobem à nave capitaneada e congregam-se ao redor do Papa. Celebram conselho; mas ao ver que o vento aumenta cada vez mais e que a tempestade é cada vez mais violenta, são enviados a tomar novamente o mando de suas respectivas naves.
 
“Restabelecida por um momento a calma, O Papa reúne pela segunda vez aos pilotos, enquanto a nave capitã continua seu curso; mas a borrasca torna-se novamente espantosa.


“O Pontífice empunha o leme e todos seus esforços vão encaminhados a dirigir a nave para o espaço existente entre aquelas duas colunas, de cuja parte superior pendem numerosas âncoras e grosas argolas unidas a robustas cadeias.

“As naves inimigas dispõem-se todas a assaltá-la, fazendo o possível por deter sua marcha e por afundá-la. Umas com os escritos, outras com os livros, outras com materiais incendiários dos que contam em grande abundância, materiais que tentam arrojar a bordo; outras com os canhões, com os fuzis, com os esporões: o combate torna-se cada vez mais encarniçado.

“As proas inimigas chocam-se contra ela violentamente, mas seus esforços e seu ímpeto resultam inúteis. Em vão reatam o ataque e gastam energias e munições: a gigantesca nave prossegue segura e serena seu caminho.

“Às vezes acontece que por efeito dos ataques de que lhe são objeto, mostra em seus flancos uma larga e profunda fenda; mas logo que produzido o dano, sopra um vento suave das duas colunas e as vias de água fecham-se e as fendas desaparecem.
 
“Disparam enquanto isso os canhões dos assaltantes, e ao fazê-lo arrebentam, rompem-se os fuzis, o mesmo que as demais armas e esporões. Muitas naves destroem-se e afundam no mar.

“Então, os inimigos, acesos de furor começam a lutar empregando a armas curtas, as mãos, os punhos, as injúrias, as blasfêmias, maldições, e assim continua o combate.

“Quando eis aqui que o Papa cai ferido gravemente. Imediatamente os que lhe acompanham vão a ajudar-lhe e o levantam. O Pontífice é ferido uma segunda vez, cai novamente e morre. Um grito de vitória e de alegria ressoa entre os inimigos; sobre as cobertas de suas naves reina um júbilo inexprimível.

“Mas apenas morto o Pontífice, outro ocupa o posto vacante. Os pilotos reunidos o escolheram imediatamente; de sorte que a notícia da morte do Papa chega com o da eleição de seu sucessor. Os inimigos começam a desanimar-se.
 
“O novo Pontífice, vencendo e superando todos os obstáculos, guia a nave em volta das duas colunas, e ao chegar ao espaço compreendido entre ambas, a amarra com uma cadeia que pende da proa uma âncora da coluna que ostenta a Hóstia; e com outra cadeia que pende da popa a sujeita da parte oposta a outra âncora pendurada da coluna que serve de pedestal à Virgem Imaculada. Então produz-se uma grande confusão.

“Todas as naves que até aquele momento tinham lutado contra a embarcação capitaneada pelo Papa, dão-se à fuga, dispersam-se, chocam entre si e destroem-se mutuamente. Umas ao afundar-se procuram afundar às demais. Outras navezinhas que combateram valorosamente às ordens do Papa, são as primeiras em chegar às colunas onde ficam amarradas.

“Outras naves, que por medo ao combate retiraram-se e que se encontram muito distantes, continuam observando prudentemente os acontecimentos, até que, ao desaparecer nos abismos do mar os restos das naves destruídas, remam rapidamente em volta das duas colunas, e chegando às quais se amarram aos ganchos de ferro pendentes das mesmas e ali permanecem tranqüilas e seguras, em companhia da nave capitã ocupada pelo Papa. No mar reina uma calma absoluta.”

Ao chegar a este ponto do relato, Don Bosco perguntou a São Miguel Rúa:

— O que pensas desta narração?

São Miguel Rúa respondeu:

— Parece-me que a nave do Papa é a Igreja da qual ele é a Cabeça: as outras naves representam aos homens e o mar ao mundo. Os que defendem à embarcação do Pontífice são os fieis à Santa Se; os outros, seus inimigos, que com toda sorte de armas tentam aniquilá-la. As duas colunas salvadoras parece-me que são a devoção a María Santíssima e ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
 
São Miguel Rúa não fez referência ao Papa cansado e morto e São João Bosco nada disse tampouco sobre este particular. Somente acrescentou:
— Hás dito bem. Somente terei que corrigir uma expressão. As naves dos inimigos são as perseguições. Preparam-se dias difíceis para a Igreja. O que até agora aconteceu (na história da Igreja) é quase nada em comparação ao que tem de acontecer. Os inimigos da Igreja estão representados pelas naves que tentam afundar a nave principal e aniquilá-la se pudessem. Só ficam dois meios para salvar-se dentro de tanto desconcerto! Devoção a Maria. Freqüência dos Sacramentos: Comunhão freqüente, empregando todos os recursos para praticá-la nós e para fazê-la praticar a outros sempre e em todo momento. Boa noite!
 
As conjecturas que fizeram os jovens sobre este sonho foram muitíssimas, especialmente no referente ao Papa; mas Don Bosco não acrescentou nenhuma outra explicação.
Quarenta e oito anos depois — em 1907 — um antigo aluno, cônego Don João Maria Bourlot recordava perfeitamente as palavras de Don Bosco.
Temos que concluir dizendo que muitos consideraram este sonho como uma verdadeira visão ou profecia, embora (São) João Bosco ao narrá-lo parece que não se propôs outra coisa que, induzir aos jovens a rezar pela Igreja e pelo Sumo Pontífice inculcando-lhes ao mesmo tempo a devoção ao Santíssimo Sacramento e a Maria Santíssima.
 
Fonte: PIETRO ZERBINO (a.c. di), I sogni di Don Bosco, Leumann: LDC, 1995/2a ristampa, pp 53-55). Tradução de Os Sonhos de São João Bosco)

29 Aug 2009

Santa Catarina de Sena


Catarina de Sena viveu no século XIV, mas foi uma mulher atípica em sua época. As mulheres se ocupavam das tarefas domésticas e a a maioria não tinha instrução, não sabia ler nem escrever. Catarina, apesar de não escapar a essa condição, foi levada, por dedicação a Deus, como consagrada no mundo, pertencente à Ordem Terceira dominicana, a se ocupar das coisas da Igreja. Assessorou com tanta sabedoria os mais altos prelados, e até o próprio Papa, que conseguiu voltasse do sul da França para Roma, restabelecendo a paz entre os cristãos.

Santa Catarina nasceu em Sena, no dia 25 de Março de 1347.
Na Europa, a peste negra e as guerras semeavam o pânico e a morte.
A Igreja sofria por suas divisões internas e pela existência de "antipapas" (chegaram a existir três papas, simultaneamente).

Desejando seguir o caminho da perfeição, Catarina ingressou na Ordem Terceira de S. Domingos, aos 15 anos de idade.
Viveu um amor apaixonado e apaixonante, por Deus e pelo próximo.

Lutou ardorosamente pela restauração da paz política e pela harmonia entre os seus concidadãos.
Contribuiu para a solução da crise religiosa, provocada pelos antipapas, fazendo com que Gregório XI (refugiado em França) voltasse para Roma.

Embora analfabeta, ditava as suas cartas, endereçadas aos papas, aos reis e governantes, assim como também ao povo humilde. Foi, enfim, uma mulher fortemente empenhada espiritualmente, social e politicamente, exercendo grande influência religiosa na Igreja do seu tempo.

Mesmo assim, as suas nobres atitudes não deixaram de causar perplexidade nos seus contemporâneos.
Adiantou-se em séculos aos padrões da sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente.

Deixou-nos o "Diálogo sobre a Divina Providência", uma exposição clara das suas ideias teológicas e da sua Mística, o que coloca Santa Catarina de Sena entre os Doutores da Igreja.

Morreu aos 33 anos de idade, no dia 29 de Abril de 1380.

(Santa Catarina de Sena foi contemporânea do nosso querido S. Nuno de Santa Maria - D. Nuno Álvares Pereira).

28 Aug 2009

Revelações a Santa Catarina de Sena_Introdução

Deus Pai Fala à Seus filhos: Revelações à Santa Catarina de Sena - íntrodução

Introdução

Santa Catarina, por sua vida exemplar e pelo conhecimento adquirido de Deus e da Sua "visão" para com o mundo e a humanidade, constituiu-se em sua época em formidável instrumento da Providência Divina, para iluminar o mundo e a Igreja, tendo nesta desfrutado de enorme autoridade.

Teve um intensa vida mística iniciada aos 6 anos de idade quando desfrutou de uma extraordinária visão de Jesus.

Em 1370, aos 23 anos, passou por sua experiência mística mais importante, quando chegou a parecer morta por várias horas em um êxtase profundo no que foi acompanhada por diversas pessoas inclusive vários padres. Neste, conta o seu primeiro biografo e diretor espiritual, Frei Raimundo da Cápua, que ela posteriormente lhe teria revelado que sua alma havia sido retirada do seu corpo e levada à conhecer os mistérios divinos, e como se mostrasse contrariada em retornar ao corpo, o Senhor lhe disse: "Vês de quanta glória estão privados e com que tormentos sãs punidos aqueles que Me ofendem? Retoma, pois, a vida e faze-os compreender seu erro e perigo da condenação.

A salvação dos homens exige que retornes à vida. Mas não viverás mais, como até agora. O pequeno quarto não será mais tua costumeira moradia; pelo contrário, para a salvação das almas deverás sair de tua cidade. Estarei sempre contigo na ida e na volta. Levarás o louvor do Meu nome e a Minha mensagem a pequenos e grandes, a leigos, clérigos e religiosos. Colocarei em tua boca uma sabedoria à qual ninguém poderá resistir. Conduzir-te-ei diante de Papas, Bispos e Governantes do povo cristão, a fim de que por meio dos fracos, como é do Meu feitio, Eu, humilhe a soberba dos fortes."

Após este fato, conhecido como sua morte mística, Santa Catarina projetou-se numa intensa e importantíssima ação doutrinária e pacificadora na Igreja, conforme a profecia do Senhor.

Ela foi canonizada em 1461 e declarada Doutora da Igreja em 1970, pelo Papa Paulo VI.

Para avaliar a importância de seus escritos consta que em 1950 publicou-se uma lista de livros e estudos a seu respeito e já eram 1044.

A reflexão sobre estes extraordinários ensinamentos nos possibilitam compreender nitidamente o porque de nossa peregrinação terrena e assim constituir-se em forte ponto de apoio ao difícil processo de mudança interior na direção de Deus, que chamamos conversão.

Fonte: rainhamaria.com

15 Aug 2008

Assunção de Nossa Senhora


Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação, e sendo a Igreja, assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950: "A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial."

Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se "Dormício" (= passagem para a outra vida), até que se chegou ao de "Assunção de Nossa Senhora aos Céus", isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.

Maria contava com 50 anos quando Jesus a ascendeu aos Céus e, já tinha sofrido com as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.

Portanto a Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada na Igreja Triunfante como Nossa Senhora, Mãe e Onipotência Suplicante assunta aos Céus!


Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós

11 Jul 2008

São Bento

São Bento, padroeiro principal da Europa. Sua vida monástica amante das coisas concretas e claras, resumia sua regra num lema: Ora e trabalha. Dizia que o verdadeiro monge devia ser: "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não murmurador,não detrator... mas, casto, manso, zeloso, humilde, obediente".

O emblema monástico, a cruz e o arado, tornou-se a expressão deste novo modo de conceber a ascese cristã, oração e trabalho, para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade, sobre as ruinas do mundo.

1 Jun 2008

SANTO DO DIA_1º DE JUNHO / SÃO JUSTINO

São Justino (mártir) o cristão e cristão filósofo, nascido em Flávia Neápolis na Samaria, pertenceu à classe de pensadores que em cada período da história da Igreja têm tentado uma síntese da provisória sabedoria humana e das inalteráveis afirmações da revelação cristã.

Sua conversão a Cristo passa pela experiência estóica[1], aristorélica[2], pitagórica[3], neoplatônico[4]. Daí o desenlace e a adesão à verdade integral do cristianismo. Insatisfeito com as respostas dadas pelas várias filosofias, retirou-se para um lugar deserto, à beira-mar, para meditar e que um velho, a quem tinha confiado sua desilusão, respondeu-lhe que nenhuma filosofia podia satisfazer o espírito humano, porque a razão sozinha é incapaz de garantir a posse plena da verdade sem o auxilio de Deus.

Justino aos 30 anos descobriu o cristianismo, tornou-se propagador. Escreveu duas apologias[5] intitulada Diálogo com Trifão e é relembrada porque abre caminho a polêmica antijudaica na literatura cristã. Destes descritos aprendemos como era explicado o cristianismo naquela época e como eram celebrados os ritos litúrgicos, em particular a administração do batismo e a celebração do mistério eucarístico.

Justino pagou com a vida a sua pertença à Igreja. Por ocasião de sua ida a Roma, foi denunciado por um filósofo chamado Crescêncio, sua atitudes era de hipocrisia e cinismo além de competição. Justino foi condenado à decapitação pela sua fé em Cristo. Do martírio de são Justino e companheiros se conservam as Atas autênticas.

[1] Vem do Estoicismo - Doutrina filosófica (fundada por Zenão no séc. III a.C.) que prega a rigidez moral e a serenidade diante das dificuldades
[2] Doutrina de Aristóteles (384-322 a.C.), filósofo grego, que exerceu profunda influência no desenvolvimento do pensamento ocidental;
[3] Doutrina filosófico-relligiosa ou escola de Pitágoras de Samos, filósofo e matemático grego (século VI a. C) e seus seguidores, os pitagóricos, caracterizada pelas tendências místico-moralista, de um lado, e filosófico-matemática, de outro;
[4] Corrente filosófica originária de Alexandria, fundada por Amônio Sacas (séc.II) e divulgada por Plotino (Roma 205 -270) e seus discípulos Porfírio (Grécia 234 - 305), Jâmblico (Grécia c.250 -330) e Proclo (Grécia 410 -485); reinterpretava o platonismo com maior ênfase nos aspectos místico e espiritual, presumindo a completa transcendência divina que, por emanação, cria a realidade mundana e a possibilidade de o ser humano, pela interiorização, restabelecer sua união com o mundo divino.
[5] Elogio, louvor;
FONTE: Extraído da Obra: Um Santo para cada dia, de Sgarbossa, M. e Giovannini, L., Editora Paulus, 2005.
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