D - De todos os modos, deve-se propor a relação entre pais e filhos sem utilitarismo, sem usar como instrumento para fins particulares. Acompanhar o filho nas partidas de seu time deve servir para dar apoio, não para "projetarmos" em suas jogadas, ou para fazer dele uma estrela de futebol e ser admirado por todos, ou para desafogar nossas preocupações contra o árbitro.
L1 - E o mesmo se sairmos a voar cometas com nossa filha ou filho. Deve ser um "afeto desinteressado", e não usar esse interesse para que estude mais. Entretanto, ainda que não instrumentalizemos esses momentos de ócio com nossos filhos, costumam ter algumas conseqüências positivas, aumenta o grau de confiança, permitem chegar à intimidade, cresce o afeto e a estima mútua nos ajuda a ser bons amigos de nossos filhos.
L2 - Compartilhar interesses comuns nos obrigará a por em prática alguns bons hábitos educativos. Em primeiro lugar dedicar tempo aos filhos. Se sempre é necessário, praticando uma mesma atividade, teremos que dedicar, obrigatoriamente, tempo a nossos filhos, algo que gostaríamos de fazer mais freqüentemente, mas que não encontramos o momento.
L3 - Entretanto, a solução não pode residir em pretender entrar em seu mundo de interesses, propriamente adolescente, para chegar a sua intimidade, pois nos sentiríamos ridículos e deslocados. Ir a um show de rock talvez não seja a melhor maneira de ganharmos sua confiança; às vezes, é mais conveniente convidar o adolescente ao nosso mundo, por exemplo, para jogar conosco uma partida de futebol, assistir um bom filme, despertar o interesse por bordados, pintura, artesanato, passear juntos, etc. Além disso, estaremos conseguindo um meio excelente para chegar a sua intimidade.
D - Preciso de um pai - Assim ocorreu a um pai que, escutando a uma conferência sobre educação, compreendeu que seu problema era precisamente que de tal forma se tinha entregado a seu trabalho que apenas tinha tempo para os seus. Para sua mulher era pouco mais que um talão de cheques. Para seu filho era desconhecido. Quando de volta a casa pediu perdão a seu filho pelo abandono em que o tinha deixado prometendo-lhe que, de agora em diante, dedicaria mais tempo e seria para ele um amigo, escutou esta resposta - Papai: amigos, já tenho muitos. O que eu preciso é de um pai.
L4 - Para pensar - No plano mensal ou trimestral deixemos um tempo para realizar uma atividade com nossos filhos, ainda que de cara não saibamos qual, se ele vai poder etc. O momento ideal nunca existe, deve ser provocado. Vamos pensar qual foi à última vez que nos divertimos junto com nosso filho? Tentemos analisar como foi, onde, porque, o que ficou marcado, etc. para tirar as conseqüências.
COMENTÁRIOS
SUGERE-SE A ORAÇÃO DE UMA DEZENA DO SANTO TERÇO
Contribuição da Catequese
No comments:
Post a Comment