Lembrai-vos

Lembrai-vos
Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amen.

10 Mar 2012

Comentário à nota de pesar de Dom Milton Santos, Arcebispo de Cuiabá.

Por Padre Cristóvão
O sr. bispo, querendo eximir-se de um posicionamento entre duas partes contraditórias, das quais uma é a beligerante e agressiva, resolveu fugir, reclamar paz e apelar para uma súplica de perdão mútuo.
1) “Paz é a tranqüilidade na ordem”. Querer tranqüilidade sem ordem é propor cinismo, não paz. Se ele quer paz, precisa promover a ordem que, neste caso, exige a justa reparação dos difamadores.
2) “Perdão” deve ser pedido pela parte ofensora à parte ofendida, e não vice-versa. O contrário disso não é sinônimo de perdão, antes, é agravar ainda mais a ofensa recebida, em favor dos injustos agressores.
3) A questão aqui não é apenas o conflito da paternidade diante de dois filhos igualmente culpáveis. Pai que é pai ama também quando corrije quem erra, quando sabe defender um filho injustamente atacado pelo outro, quando precisa disciplinar o filho rebelde e moderar aquele que quer obedecer. Esta atitude não é de “paternidade”, mas de “abandono à orfandade”. Paternidade não é neutralidade, mas posicionamento justo em amor.

4) No fim, a fé católica é sacrificada sobre o altar do “eclesialmente correto”. O problema de fundo nessa questão não é a pessoa do Pe. Paulo Ricardo, mas o direito de um padre católico pensar diferentemente da teologia da libertação (TL). Eles querem a total hegemonia e, por isso, operam o assassinato eclesial de quem se lhes opor e, nesse caso, o crime é exemplar, é uma demonstração daquilo que eles estão dispostos a fazer contra quem quer que se lhes oponha. Ora, o católico, quer clérigo, quer leigo, tem o dever de defender a doutrina contra todo erro. O apostolado do Pe. Paulo, mesmo que não isento de pontos discutíveis, tem se proposto a questionar a TL a partir desses erros. Quem discorda, que argumente e, no final, que vença a verdade da fé! O sr. bispo, tanto quanto os TLunáticos, não quer debate, quer apenas “paz”; não quer confronto, quer apenas a rendição…
A gravidade da situação está, sobretudo, em que o sr. bispo sequer percebe o absurdo que está escrevendo… Quer apenas a paz!… Que paz!?!…
FRATRES

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