A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, criticou a falta de médicos nos serviços que fazem aborto legal no País. Ela observou que muitos centros funcionam apenas na teoria porque profissionais se recusam a fazer o procedimento, alegando objeção de consciência. "É preciso que esses serviços coloquem outra pessoa no lugar", disse Eleonora na quinta-feira, durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A lei permite que gestações que coloquem a mulher em risco ou resultem de violência sexual possam ser interrompidas. Atualmente, existem no País 63 centros cadastrados para realização desse tipo de atendimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Além de considerar o número insuficiente, grupos feministas relatam que, com frequência, mulheres não conseguem ser atendidas nos serviços, sobretudo em instituições administradas por grupos religiosos. O discurso da ministra arrancou elogios de grupos feministas, mas foi imediatamente respondido pelo representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no conselho, Clóvis Bonfleur. "Religião é um direito que tem de ser respeitado. É preciso pensar em alternativas. A obrigação de ofertar serviços de saúde é do Estado", rebateu. Eleonora também citou resultados de pesquisas realizadas demonstrando a falta de qualidade nos serviços de atendimento às vítimas. Além da melhoria da qualidade, a ministra defendeu a ampliação do acesso aos serviços. Algo que, em sua avaliação, pode ser alcançado com descentralização do atendimento.
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Agora, reportagem do Estadão: Alunos da PUC-SP protestam contra declarações de bispo.
No começo do mês, o Leão de Guarulhos, Dom Luiz Bergonzini, trouxe às claras algo bastante óbvio: que as universidades católicas não deveriam aceitar professores que desrespeitem a doutrina católica. “Se a PUC é da Igreja Católica, deve seguir o Evangelho e a Moral Cristã. Não pode ter em seu corpo docente professores contrariando os ensinamentos da Igreja Católica, dentro ou fora da sala de aula. É um direito de cada pessoa ter e defender as ideias que quiser. Porém, as escolas e universidades católicas não são obrigadas a admitir empregados com posições contrárias aos seus ensinamentos.”
Como reação às palavras do bispo, alguns estudantes da PUC fizeram, no dia 15, uma manifestação. Cartazes foram estendidos no chão com frases como “Sou gay”, “Se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal e seguro”, “Pela legalização do aborto” e “Sou comunista”.
O que estes estudantes não entenderam é que a universidade na qual estudam traz em seu nome uma herança cultural avessa aos seus anseios individuais. A doutrina cristã não se coaduna nem com a ideologia gay, nem com a legalização do aborto, nem com o comunismo. A PUC é católica e deve honrar este título, queiram ou não os alunos da instituição. O que Dom Luiz Bergonzini está fazendo é simplesmente defender aquilo que a PUC de fato é – e deve lutar para ser: uma universidade comprometida com o “Evangelho”, a “Moral Cristã” e os “ensinamentos da Igreja Católica”.
Por Everth Queiroz Oliveira
Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/
Terra
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