Catequese do Pe. Reginaldo Manzotti
Pe. Reginaldo Manzotti*
CURITIBA, terça-feira, 3 de julho de 2012 (ZENIT.org)
- O terceiro mandamento da Lei de Deus – “Guardar os domingos e festas”
–, de modo específico, nos lembra que o domingo é o dia do Senhor e a
Ele deve ser dedicado.
O texto do Êxodo nos fala: “Lembra-te de santificar o dia de sábado.
Trabalharás durante seis dias e farás toda a tua obra. Mas no sétimo
dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus não farás trabalho
algum” (Ex 20, 8-10).
O dia do sábado, no Antigo Testamento, lembrava a libertação que o
povo de Israel teve do Egito até a Terra Prometida. Porém, a nossa fé
vem do Novo Testamento, quando recordamos a Páscoa de Jesus e a sua
Ressurreição no domingo. Por isso, a Igreja, desde os apóstolos, guarda o
domingo como o Dia do Senhor.
Jesus ressuscitou dentre os mortos no primeiro dia da semana (Mc 16,
2). Este primeiro dia, o da ressurreição de Cristo, lembra a primeira
criação, enquanto o oitavo, que segue ao sábado, significa a nova
criação, inaugurada em Cristo Jesus. Para os cristãos, o domingo se
tornou o primeiro de todos os dias, de todas as festas: o Dia do Senhor.
Dies Dominica – O domingo.
O Catecismo da Igreja Católica nos explica: guardar significa
preservar para Deus. Guardar no sentido de não se ocupar com outras
coisas que nos impeça de fazer o devido descanso, o repouso e, neste, se
dedicar à oração (CIC 2185).
A Igreja diz: aos domingos e nos outros dias de festa e de preceito
os fiéis têm obrigação de participar da missa. Satisfaz o preceito dessa
participação, quem aceita a missa celebrada no rito católico no dia de
festa, ou à tarde do dia anterior. Por isso, a liturgia do sábado à
noite já é a do domingo (CIC 2180).
Continua o Catecismo: “Por isso, os fiéis são obrigados a participar
da Eucaristia nos dias de preceito. Só há motivos muito sérios que
justifique, por exemplo: doença grave, cuidados com bebês, ou se forem
dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente faltam à
obrigação da missa dominical cometem pecado grave” (CIC 2181).
O domingo deve ser dedicado a boas obras, evangelização, catequese,
caridade, serviço aos doentes e aos idosos. É o dia de ir à missa, de
visitar os parentes, de descanso e de reflexão.
A Igreja pede isso, porque estamos entrando numa máquina de mercado e
nos esquecemos que somos de carne e osso, não somos robôs. Não é um dia
de ficar fazendo bico ou trabalhos extras. O ser humano precisa de
descanso, precisa estar em equilíbrio.
O domingo é o dia de se dedicar à família, de reunirem-se todos
juntos para as refeições. É o dia de conversa, bate-papo, risada. E isso
está faltando nas famílias. Está faltando o pai contar “causos”; o
filho perguntar. Está faltando um saber da vida do outro.
Infelizmente, existem pessoas que necessitam trabalhar aos domingos e
às vezes não é por opção, então diz a Igreja: busque outro dia de
repouso e oração. No entanto, a Igreja diz aos patrões, que eles têm a
obrigação de facilitar aos empregados, ao menos para irem à missa.
Além do domingo, as festas e dias santos que todo católico é obrigado
a participar da Santa Missa, são: Natal; Epifania (festa dos Reis
Magos); Ascensão de Jesus; Corpus Christi; solenidade de Santa Maria Mãe
de Deus; Festa da Imaculada Conceição; Assunção de Nossa Senhora; Dia
de São José; São Pedro e São Paulo; e a Festa de todos os santos (CIC
2177).
*Padre Reginaldo Manzotti é coordenador da Associação
Evangelizar é Preciso e pároco da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, em
Curitiba (PR). Apresenta diariamente programas de rádio e TV que são,
respectivamente, retransmitidos e exibidos por milhares de emissoras.
Site: www. padrereginaldomanzotti.org.br.
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