2.1. PENTATEUCO
GÊNESE – Esse livro deve ser lido por extenso. Divide-se em duas partes:
a) A origem propriamente dita (cap. 1 a 11);
b) A história dos três grandes patriarcas do povo de Deus (cap. 12 a 50).
ÊXODO – Saída do povo de Deus da servidão do Egito. Há diversas passagens legislativas. Os capítulos de essencial importância são:
- 1 a 19, vida e missão de Moisés;
- 20, o decálogo (os dez mandamentos);
- 32 a 34, o bezerro de ouro e as manifestações divinas a Moisés;
LEVÍTICO – Coleção de prescrições rituais, culturais e sociais relativas ao culto público e privado. É um manual religioso para os descendentes de Levi. Esses descendentes de Levi foram colocados à testa do culto em Israel; recrutavam-se entre eles os sacerdotes e os servidores do templo.
Os hebreus conheciam 04 espécies de sacrifícios:
a) Os HOLOCAUSTOS, nos quais a vítima (animal) oferecida era totalmente consumida pelo fogo;
b) As OBLAÇÕES, ou ofertas de frutos e de outros produtos da agricultura e da criação que acompanhavam o holocausto cotidiano;
c) O SACRIFÍCIO PACÍFICO, ou de ação de graças;
d) O SACRIFÍCIOS DE EXPIAÇÃO, destinados a reparar os pecados e as faltas involuntárias contra as leis cerimoniais.
A importância dessas prescrições explica-se as funções sacerdotais na vida dos hebreus. Essas funções foram confiadas exclusivamente aos membros de uma única tribo, a de Levi. Ainda no tempo de Jesus Cristo existia essa atribuição. Encontra-se no Levitico um esboço de código civil e de leis morais, como por exemplo: A lei de TALIÃO: “olho por olho e dente por dente” (Lev. 24,17-20 e Ex. 21,24), foi abolida por Jesus Cristo (Mt 5,38-44).
NÚMEROS – narrações da permanência dos hebreus no deserto. É uma continuação do Êxodo. O povo hebreu estava dividido em 12 tribos ou clãs, e eram autônomas, participavam das mesmas crenças, do mesmo culto, da mesma legislação e da fidelidade à mesma Aliança religiosa.
Essas leis se referem à permanência dos hebreus no deserto, mas foram adaptadas à vida de comunidade desse mesmo povo. A história dos hebreus no deserto não é muito edificante, por tais motivos: era um povo duro, reclamavam muito, murmuravam contra Deus (Num 11,1-30), chegaram a contestar a legitimidade da autoridade de Moisés ( Num 12,2).
Apesar das suas inconstâncias, Deus lhe permaneceu fiel e misericordioso. No fim deste livro narra as lutas dos hebreus com as povoações vizinhas à Palestina que se opuseram à sua passagem no decorrer dessa lenta imigração. Os hebreus foram expostos nas suas relações aos perigos morais, ou seja, a pureza da religião tradicional sofreria graves ameaças.
Sugestão para leitura:
- (cap. 6,22-27) - a fórmula de benção;
- (cap. 10,14,16 e 17) - a relação das peregrinações dos hebreus;
- (cap. 20,1-13) - o episódio da água que saiu do rochedo;
- (cap. 21,4-9) - a serpente de bronze;
- (cap. 20 a 25) - a guerra contra MOAB e do adivinho BALAÃO.
DEUTERONÔMIO – significa segunda Lei. É essencialmente religioso e jurídico. O seu texto foi ignorado por muito tempo, mas foi descoberto sob o reinado de JOSIAS, em 622 a.C., num ÁDITO (câmara secreta/umbral) do templo de Jerusalém, tornou-se a base de uma importante reforma religiosa e moral, depois de uma era de decadência e de idolatria. A doutrina do Deuteronômio é apresentada numa íntima ligação com a legislação anterior a Moisés. O Deuteronômio apresenta capítulos de excepcional importância: - (cap. 4 a 6)- exortação à obediência e recapitulação do Decálogo;
- (cap. 7 a 11) – o que Deus fez pelo seu povo, e o que Ele exige;
- (cap. 27,28 e 30) – benção prometidas por Deus ao povo fiel.
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