3.1. LIVROS HISTÓRICOS – NT
OS EVANGELHOS – Palavra de origem grega e significa a Boa Nova. Antes de ser um livro, o Evangelho foi uma palavra pregada: antes de ser lido, ele foi ouvido. Como Jesus tinha falado, assim falaram os apóstolos depois de sua morte. O ensinamento dos apóstolos se inseria no quadro seguinte:
1) a pregação de João Batista;
2) a missão de Jesus na Galiléia;
3) a missão de Jesus na Judéia e em Jerusalém;
4) sua Paixão, sua morte e sua ressurreição.
São quatro os evangelistas:
1) MATEUS – Seu nome verdadeiro é Levi, coletor de impostos antes de ser sido chamado pelo Senhor para fazer parte do colégio apostólico, redigiu seu Evangelho em aramaico (dialeto do hebraico), segundo uma antiga tradição, no ano 60. Esse texto, não conservado, foi traduzido para o grego. O tradutor em certos lugares, parece que serviu do texto de Marcos.
2) MARCOS – É sobrenome de João, primo de Barnabé, do qual se fala em At (12,12). É um discípulo de Pedro e companheiro de Paulo em sua primeira viagem missionária. Seu Evangelho representa um apanhado dos ensinamentos de Pedro em Roma, pouco antes de 64. As minúcias de alguns detalhes nos garantem que há um testemunho direto da vida e da atividade de Jesus. É um Evangelho mais dinâmico: a sua narrativa é muito viva e mais curto, em apenas 16 capítulos.
3) LUCAS – É de origem grega. É também um companheiro das missões de Paulo. Lucas escreveu os Atos dos Apóstolos pouco antes de 68. Embora não tenha ele sido testemunha ocular dos acontecimentos, seu livro é digno de crédito por causa do cuidado que deve em documentá-lo. Lucas apresenta os relatos dos eventos que precedem o nascimento e a infância de Jesus. Aqui os acontecimentos da vida de Jesus são narrados com mais detalhes.
4) JOÃO – Seu autor é o apóstolo João, irmão de Tiago, filho de Zebedeu. Ele foi um dos mais íntimos discípulos de Jesus, a quem o Salvador confiou o cuidado de sua mãe no momento de sua morte. João compôs seu Evangelho, seja em Antioquia, seja em Éfeso, nos últimos anos do primeiro século, mais de 30 anos após a redação dos 3 primeiros.
Ele não escreve para os pagãos, mas para os cristãos, que têm ouvido já numerosas objeções, e lutado para defender a fé contra doutrinas estranhas. Nessa época as heresias começavam a fazer estragos na comunidade. João mostra no seu Evangelho a divindade de Jesus Cristo, apresentando o Filho de Deus, como “a água da vida eterna”, “o pão vivo descido do céu”, a luz do mundo”, “o bom Pastor”, “o caminho , a verdade e a vida”, “a vida eterna”. João conta não somente fatos, gestos e discursos de Jesus, mas fala-nos também de sua experiência pessoal junto ao Mestre: ele diz-nos o que Jesus é para o crente. É um Evangelho mais teológico, menos narrativo e mais espiritual.
ATOS DOS APÓSTOLOS – É a continuação natural do Evangelho de Lucas. É o próprio Lucas que continua a narrar a poderosa ação do Espírito Santo na vida dos apóstolos depois da ascensão de Jesus. Os Atos refere-se às “ações”, às “façanhas” dos apóstolos, que plenos do Espírito Santo, dão início à Igreja de Jesus.
Sugestões para leitura:
- (cap. 1,4-1) – a ascensão de Jesus;
- (cap. 2,1-4) – o Pentecostes;
- (cap. 2,14-36)- a 1ª pregação em Jerusalém;
- (cap. 3) – a cura de um coxo;
- (cap. 4) – prisão de Pedro e de João;
- (cap. 9) – a conversão de Paulo.
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